Isabel Duarte e Maria João Macedo
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Forsythe, 2009
fonte tipográfica open type
em colaboração com Olinda Martins e Joana Sobral

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Forsythe

A fonte Forsythe foi construída sobre uma grelha geométrica de 25 pontos que resultam da intersecção das arestas de um cubo em perspectiva e das arestas de dois planos que o intersectam vertical e horizontalmente.

O posicionamento do cubo em perspectiva permitiu a espacialização dos caracteres e uma noção de profundidade, acentuada pelas diferentes espessuras das linhas que os compõem.

A Forsythe é uma fonte de display com 3 variações: solo1 é um peso light e mais pequeno, correspondente aos caracteres construídos na metade traseira do cubo; solo2, de espessura e tamanho maiores, corresponde à construção feita na metade frontal do cubo (como se solo1 fosse projectada para a frente); duet é a versão composta pelas duas anteriores, são as letras no espaço.

A fonte foi inspirada na dança do alemão William Forsythe e é uma tentativa de transposição da sua técnica de movimento e dos seus sistemas de notação coreográfica para a tipografia.

A grelha que foi criada a partir daí foi importante para a normalização do desenho, feito por cada uma das quatro individualmente e em sistema rotativo. Tornou-se importante também que a própria fonte denunciasse a grelha que serve de base à sua construção. Esta é a razão da existência de diferentes espessuras de traço, da opção de manter os pontos da estrutura e respectiva diferenciação gráfica, e dos segmentos que ligam os caracteres de trás com os da frente. Estes pormenores enriquecem o desenho tipográfico.

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